Punhal


Pedro Lugarinho

Quando atravessou seu tórax, eu pude libertar minha respiração. Já ali, comecei a perceber. A euforia me correu da cintura e foi até a cabeça, deixando meu corpo formigando e a mente leve. Precisei de mais vinte estocadas para voltar a mim. Voltei não mais uma pessoa comum, virei alguém soberano. Me libertei experimentando seu coração parar de bater nas minhas mãos. Me senti vingado, pai. Mas entendi por que matou minha mãe.

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Pedro Lugarinho

E-mail: pedro.lugarinho@gmail.com

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